Dando minha passada por aqui ao abrir o computador para trabalhar, comecei a ler - é muito interessante, mas um pouco longo para ler agora. Quanto a diplomatas, por que sentir falta dos grandes nomes do passado se temos o ministro Gil participando de conclaves internacionais com sua música?
Parece muito interessante. No entanto a qualidade de nossa diplomacia é algo que herdamos dos portugueses. Como o mais antigo estado nacional europeu, uma nação pequena e fraca vizinha a países muito mais fortes, Portugal sempre teve uma política externa muito ativa e inteligente. O maquiavelismo de Vieira na guerra contra Espanha, quando a Holanda era aliada e inimiga ao mesmo tempo, é só um exemplo. A expulsão dos franceses do Rio é outro, quando Portugal indenizou Villegaignon após derrotá-lo. A fuga de enfrentar Napoleão é um terceiro. O Brasil herdou isso. O Lula está tentando destruir isso, puxando o saco de demagogos hispanos e do Bush, mas não consegue... Abraços, Felipe
agora, indenizar Villegaignon depois de derrota-lo? não me parece muito inteligente. Agora entendo porque o Brasil assumiu o emprestimo portugues à Inglaterra depois de vencer a guerra da independencia. abs, cesar
Villegaignon podia causar uma guerra, onde a França facilmente ganharia o Brasil, no mínimo! Portugal não podia peitar a França e aí, apesar de ter vencido com esforço extremo os franceses no Rio, depois deu um cala-a-boca para o Villegaignon que foi indenizado de todos os gastos! O rei de Portugal era rico, foi um ótimo investimento.. Quanto à independência foi a mesma coisa, com o sinal trocado, porque Portugal não lucraria depois de ter sido derrotado? Depois da Independência Portugal era o Villegaignon... ele poderia complicar o relacionamento do Brasil com as potências européias da Sagrada Aliança, que só aceitavam reis por direito divino. Para o Brasil também foi um bom investimento, pudemos passar boa parte do século XIX sem ter forças armadas nacionais. Nada disso é heróico... mas por falar nisso estamos no Haiti agora para puxar o saco dos americanos que invadiram para expulsar o presidente eleito e depois ficaram tão perdidos como no Iraque.
6 comentários:
Dando minha passada por aqui ao abrir o computador para trabalhar, comecei a ler - é muito interessante, mas um pouco longo para ler agora.
Quanto a diplomatas, por que sentir falta dos grandes nomes do passado se temos o ministro Gil participando de conclaves internacionais com sua música?
que maldade Baronesa!
bjs,
cesar
Parece muito interessante. No entanto a qualidade de nossa diplomacia é algo que herdamos dos portugueses. Como o mais antigo estado nacional europeu, uma nação pequena e fraca vizinha a países muito mais fortes, Portugal sempre teve uma política externa muito ativa e inteligente. O maquiavelismo de Vieira na guerra contra Espanha, quando a Holanda era aliada e inimiga ao mesmo tempo, é só um exemplo. A expulsão dos franceses do Rio é outro, quando Portugal indenizou Villegaignon após derrotá-lo. A fuga de enfrentar Napoleão é um terceiro.
O Brasil herdou isso. O Lula está tentando destruir isso, puxando o saco de demagogos hispanos e do Bush, mas não consegue...
Abraços, Felipe
me pareceu, Felipe, que o Brasil seguia uma política externa independente e a partir de um certo ponto (Dutra?) aderiu à Doutrina Monroe.
abs,
cesar
agora, indenizar Villegaignon depois de derrota-lo? não me parece muito inteligente.
Agora entendo porque o Brasil assumiu o emprestimo portugues à Inglaterra depois de vencer a guerra da independencia.
abs,
cesar
Villegaignon podia causar uma guerra, onde a França facilmente ganharia o Brasil, no mínimo!
Portugal não podia peitar a França e aí, apesar de ter vencido com esforço extremo os franceses no Rio, depois deu um cala-a-boca para o Villegaignon que foi indenizado de todos os gastos! O rei de Portugal era rico, foi um ótimo investimento..
Quanto à independência foi a mesma coisa, com o sinal trocado, porque Portugal não lucraria depois de ter sido derrotado? Depois da Independência Portugal era o Villegaignon... ele poderia complicar o relacionamento do Brasil com as potências européias da Sagrada Aliança, que só aceitavam reis por direito divino. Para o Brasil também foi um bom investimento, pudemos passar boa parte do século XIX sem ter forças armadas nacionais.
Nada disso é heróico... mas por falar nisso estamos no Haiti agora para puxar o saco dos americanos que invadiram para expulsar o presidente eleito e depois ficaram tão perdidos como no Iraque.
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