sexta-feira, novembro 28, 2008

curtinha

- A senhora aceita um uisque?
- Não posso. Faz-me mal às pernas... 
- As suas pernas incham?
- Não. Abrem-se...

 

(enviada por meu amigo Garoto)

dica de rádio na Internet

para quem gosta de jazz esta em fase experimental uma nova webradio do JB chamada Smooth Jazz. Link:
smoothjazz

quinta-feira, novembro 27, 2008

sexo na quarta idade

Joãozinho, muito curioso, pergunta ao vovô:
- Vovô, você ainda faz sexo com a vovó?
- Sim. Mas apenas oral - respondeu ele.
Joãozinho, mais curioso ainda, pergunta:
- O que é sexo oral, vovô?
E o avô responde:
- Eu digo pra sua avó: 'Foda-se!' e ela responde: 'Vai tomar no cú !!!

terça-feira, novembro 25, 2008

um pobre na Daslu

Por Denis Cavalcante

Sempre tive vontade de conhecer essa tal de Daslu.
Já que estava em São  Paulo, por que não ir?
Ainda mais depois que me disseram que lá não existe  nenhuma peça que custe menos de três dígitos, resolvi dar uma de São Tomé e ver para crer.
A entrada já foi um problema.
O segurança perguntou pelo meu  carro - ou motorista.
Quem já foi sabe muito bem:
Na Daslu, acreditem, não se entra a pé, somente motorizado.
Fingi que não era comigo e entrei.
Fui recepcionado por uma loira escultural com sorriso de anúncio de dentifrício, uma sósia escrita e escarrada da Ana Hickman, com direito a 1m30 de pernas, chapinha no cabelo, olho azul e muito mais.
- Where are you from?
- Quixeramobim.
-I beg your pardon!
Tava na cara que eu não era paulistano.
Mas daí a me confundir com gringo, já é demais.
Eu lá tenho cara de estrangeiro!
Como um cão sabujo, onde eu ia, ela ia atrás.
Dos milhares de itens que admirei boquiaberto, um em particular me encantou.
Uma bolsa tiracolo Prada pra lá de maneira que imaginei que coubesse no meu orçamento.
Ressabiado, indaguei o preço.
- Nove, apenas nove. E o senhor pode dividir de três vezes no cartão.
- Nove o quê?
- Nove mil...
- Arre Égua!
A pequena ficou tão assustada com minha reação que cheguei a pensar que  fosse chamar os seguranças.
Mas não.
Acho que ela sacou que daquele mato  não sairia cachorro, no máximo um carrapato.
Fechou a cara, deu meia-volta e sumiu. Já que estava na chuva, resolvi me molhar.
Entrei num salão onde só tinha Armani.
Como já estava enturmado, perguntei o preço de um  "vestidinho" de festa."
Adivinhem?
R$ 100 mil.
Tu és doido?!
Uma estola de zibelina? R$ 60 mil.
Fico imaginando quantos bichinhos foram sacrificados para esquentar o lombo de uma madame.
Um blaser Ermenegildo Zegna, e isso lá é nome de grife?, R$ 13 mil.
Um óculos Gucci, R$ 4, 5 mil.
Uma cuequinha básica do Valentino, R$ 260.
Com direito a ouvir essa pérola do vendedor:
- Leve logo meia dúzia, tá na promoção!.
Imaginem quanto ela custava antes. 
Na adega climatizada não foi diferente.
Um "Romaneé-Conti", safra 2000, aquele do Lula, estava por módicos R$ 8 mil a unidade.
Uma garrafa de "Johnnie Walker Blue", envelhecida 80 anos, uma das raras existentes no planeta, R$ 55 mil.
Fiz as contas e verifiquei que no final saí no lucro.
"Charlei", vi gente famosa, coisas bonitas, tomei mineral Badoit, Capuccino, Prosecco, Champanhe Taittinger, fartei-me de canapés, fois gras, blinis com caviar, não era Beluga.
Sou duro, mas sei o que é bom.
Até "confit de canard"  tracei.
De quebra, profiteroles e apetitosos bombons trufados.
As horas passaram voando.
Minha acompanhante finalmente apareceu e perguntou: 
- Vamos almoçar?
- Almoço? Estou almoçado e jantado!
Depois de conhecer quase tudo descobri que a Daslu é uma espécie de zoológico sem grades.
Só que os bichos somos nós.
Eu e você. 
Acabado, me esparramei num confortável sofá.
Enquanto esperava o resto da turma chegar, abri um livro e relaxei.
Mal virei a segunda página, dois novos ricos falando alto, com mais sacolas do que mãos, sentaram ao meu lado esnobando: 
- Amanhã vamos para o nosso haras em Catanduva.
- O réveillon será no Guarujá.
Me deu uma raiva...
Peguei meu celular e resolvi mentir um pouco:
 - Fulano, não encontrei nenhum "Summer" para o réveillon. Abastece o jatinho.
Partimos amanhã cedo para Paris. Essa Daslu tá um lixo.

A cara que os dois fizeram, não tem preço.

(enviado por minha amiga Verão)

terça-feira, novembro 18, 2008

ainda a política...ou a polícia

fonte
=======================
18/11/2008 - 13:21

O preço da propina: R$ 18 milhões para juízes, políticos e jornalistas

Sem muito alarde, depois de semanas dedicando os espaços nobres do noticiário à discussão sobre os métodos adotados pelos investigadores, hoje os jornais publicam o preço da propina paga à suposta rede de corrupção que protegia o banqueiro Daniel Dantas nas atividades criminosas de que é acusado: R$ 18 milhões.

Pelos bilhões envolvidos nestas atividades, sei que esta quantia é troco de táxi, mas pode explicar muita coisa estranha na cobertura do caso. Quem fez esta constatação não fui eu, mas o bravo colega Luciano Mendes Costa, em seu comentário no programa de rádio do Observatório da Imprensa.

A revelação da quantia investida para conquistar os corações e as mentes de juízes, políticos e jornalistas, publicada pelo jornal “O Globo”, foi feita pelo delegado Carlos Eduardo Pelegrini Magro, um dos responsáveis pelo inquérito que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, durante reunião de três horas com a cúpula da Polícia Federal, no dia 14 de julho.

Para o delegado Magro, que diz ter apreendido na operação bilhetes e informações digitalizadas num laptop, detalhando o esquema de propina, as críticas à investigação são “uma reação do crime organizado”.  Sobre os jornalistas, segundo ele, consta no organograma: “A gente contrata o Magabeira para chegar aos meios de comunicação”.

Na mesma linha, Amaury Portugal, presidente do sindicato dos delegados da PF paulista, disse durante a abertura do congresso nacional da categoria, em São Paulo, que o crime organizado se infiltrou em todos os poderes.

“A Polícia Federal é um dos alvos disso. Nós, que conhecemos a instituição, sabemos que o que está colocado na imprensa não procede”, afirmou Portugal à “Folha”, a respeito das suspeitas de que houve grampo ilegal contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

A reação dos delegados da Polícia Federal se deu na mesma segunda-feira em que os advogados de Dantas sofriam três derrotas na Justiça: o juiz De Sanctis foi mantido no caso pelo TRF e, além disso, foram negados dois habeas corpus que pretendiam anular a ação penal e os inquéritos policiais.

Parece que os advogados do banqueiro tentam controlar todo o processo, vetando juízes, anulando inquéritos, escolhendo políticos mais simpáticos à causa ou até indicando quais jornalistas devem ou não fazer a cobertura do caso. Podem até não conseguir, mas estão no papel deles de tentar. Resta saber como cada um cumprirá seu papel nesta história. 


a executiva

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal.

Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas.Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

- No céu.

- No céu?...

- É.

- Tipo assim... o céu, CÉU...! Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular, a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.

Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.

E foi aí que o interlocutor sugeriu:

- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
 
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
 
- Assim?
   (...)
- Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.

Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

- Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?

- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo 'executiva'?

- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

- É mesmo?

- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

- Ah, não sabemos.

- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

- Que interessante...

- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

- !!!...???....!!!...???...!!!

- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

- Sobre todas as coisas.

- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.

- Incrível!

- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um Turnaround radical.

- Impressionante!

- Isso significa que podemos partir para a implementação?

- Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

Max Gehringer
(Revista Exame)
=============================
e pensar que gastei os anos mais produtivos da minha vida numa companhia que acreditava nessas besteiras.
(enviado por meu amigo Garoto)

o mundo... essa colcha de retalhos

fonte
======================

Albania's young blood feud 'hostages'

Hundreds of children across Albania are living virtually imprisoned in their homes - for fear of being killed in blood feuds under the country's ancient vendetta code, writes the BBC's Mike Lanchin.

Nicolin (first left in the front row) and his family
Nikolin (left) and his family say they live in constant fear

Eleven-year-old Nikolin dreams about the day he can walk out of his house without fear and attend the local school.

"I imagine that it's a beautiful place, with chairs, benches, and a blackboard. I imagine being there with loads of other kids," he says.

Seated on the porch of his parent's small farmhouse in northern Albania, he looks wistfully towards the gatepost which marks the boundary between safety and danger.

"It would be good to make friends, to play and learn, and have friends over to see me," he adds quietly. Does he understand why he can't go out? "I know that they will kill me out there, that's why."

'Kanun' code

Nikolin and his three brothers and sisters have the misfortune to have been born into a family entangled in a blood feud, or vendetta, that dates back more than 30 years.

'We owe blood to another family'

The children's father, Kole Ndrepepa, was only a teenager when he killed a neighbour after a petty argument near his village.

Under an ancient Albanian code, called the "Kanun", the victim's family invoked its right to take revenge on any male adult in Ndrepepa's extended family, even though he spent 15 years in jail for the crime.

"After I came out of jail I tried to seek reconciliation with the victim's relatives, but I didn't succeed,” said the 50-year-old Ndrepepa. "Now we're all scared to go out since we still owe blood."

Because the Kanun precludes entering another person's property to exact revenge, home is the only safe place for those under threat.

According to the headmaster of the local school, Leke Pjetri, 20 other youngsters are in the same position as Ndrepepa's children.

'Strange crimes'

The non-governmental National Reconciliation Committee (NRC), a group that tries to mediate between warring families, estimates that several thousand Albanian families are currently embroiled in feuds nationwide, leaving some 800 children confined to their homes.

Albania's capital, Tirana
Some villagers are forced to flee their homes to start a new life in Tirana

Blood feuds were officially banned during the 40-year rule of Albania's communist-era hardliner Enver Hoxha, but in the chaos that accompanied the fall of communism in the early 1990s, the practice resurfaced, often sparked by disputes over rural property, or slurs on family honour.

NRC director Gjin Marku told the BBC that since tradition dictates that ending a blood feud requires the agreement of all male adults in both families, the reconciliation process can sometimes take up to 10 years to complete.

"If just one man in a family of perhaps 50 or 60 people objects, then the whole process fails," he said.

Albanian Justice Minister Enkelejd Alibeaj said the problem was slowly diminishing, although it remained acute in some areas of the north of the country.

Mr Alibeaj, who made his name fighting corruption, denied claims that the authorities were not taking the problem seriously: "What's important is not the frequency with which this is happening, but that such strange crimes happen at all in the 21st Century and in a country now aspiring to join the European Union. That is what really concerns us - and is making us act."

He said that 13 people were prosecuted for blood-feud-related murders last year under a specific article in the penal code referring to killing for revenge.

Pjeter's dream

But for some of those whose lives have been turned upside down by these age-old customs, swift resolution remains a distant hope.

The only future I see for myself is being able to leave Albania and live somewhere else, far, away far from here
Pjeter Luci

It has been almost two years since Pjeter Luci dared venture outside the cramped house on the edge of Tirana, Albania's capital, which he shares with his mother, Lula, and two sisters.

The family were forced to flee their village in the north after a distant cousin killed four men in a bar brawl. The dead men's relatives have all sworn to take revenge.

Pjeter, 22, said he dreamed about being able to leave what he termed "his prison". He said that it was "unacceptable" to have to pay for a crime committed by someone else.

"The only future I see for myself is being able to leave Albania and live somewhere else, far, away far from here."

domingo, novembro 16, 2008

mais uma do apedeuta

fonte
=================================

Acordo de Lula e Papa cria cidadão de segunda classe, diz especialista

15/11 - 19:02 - Lívia Machado

SÃO PAULO - A portas fechadas e em uma rápida visita a Roma, o governo brasileiro assinou no dia 12 um acordo com o Vaticano que versa sobre a atuação da Igreja Católica no País. O tema não foi debatido com a sociedade. Para representantes de outras religiões e especialistas, o documento fere a separação entre Igreja e Estado no Brasil, prevista na Constituição. Roseli Fischmann, professora e pesquisadora da USP que há cerca de 20 anos coordena o grupo de pesquisa "Discriminação, Preconceito, Estigma" na universidade, diz que o acordo é gravíssimo porque é uma violência à pluralidade de crenças da população, fere a democracia e cria cidadãos de segunda classe: o católico e o não-católico.

 

“O Governo não ofereceu informação. Optou pelo silêncio, que, obviamente, não deu uma boa impressão. Por que o sigilo? Que tipo de pressão sofreu para isso? Como o presidente faz isso sem abrir para discussão?”, questiona.

O acordo tem 20 artigos. Na proposta inicial, o Vaticano queria estabelecer o ensino religioso "católico romano" como matéria obrigatória do ensino fundamental nas escolas públicas em um dos itens. A Constituição do Brasil permite o ensino religioso nas escolas públicas, mas facultativo: o aluno, ou sua família, pode escolher se quer ou não ter essas aulas.

 O governo brasileiro suprimiu a menção à obrigatoriedade, acrescentou a expressão “outras confissões” ao texto e justificou: para assegurar "o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação".  

A professora comenta, que em linhas gerais, o artigo se ateve ao que está na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Ela lembra também que "tudo o que se encontra na legislação brasileira poderá ser modificado, o que de certa forma a menção "em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes" procura garantir, ao que parece".

"O que mais se anunciou como polêmico, parece ter sido tratado com cuidado e acabou por se restringir à situação legal atual, mas pelo contexto do todo do documento permite interpretações menos promissoras para a pluralidade religiosa", completa Roseli.

O acordo vai na contramão do que defendem diversas associações científicas. Essas instituições lideram um movimento pelo fim do ensino religioso nas escolas públicas.

Ricardo Stuckert/PR
Lula durante encontro com o Papa Bento 16, em Roma

Roseli questiona tanto a forma como o acordo foi feito quanto o conteúdo. "Se o documento não fere o Estado laico, como diz o governo, deveria ter sido submetido a uma consulta pública. É inaceitável fazer isso na democracia", afirma a especialista. 

Com uma cópia do documento na mão, Roseli pontuou à reportagem do iG quais os principais problemas do acordo. A pesquisadora da USP pediu "especial atenção da cidadania e dos congressistas, que têm a possibilidade de não ratificar o acordo, para os três últimos artigos do acordo". Ela recomenda que as pessoas leiam o texto, disponível neste endereço, do fim para o começo. 

Segundo Roseli, no final do documento, no artigo 18, está um dos maiores equívocos: “O presente acordo poderá ser complementado”.  Ela explica que esse ponto deixa uma porta escancarada para novos adendos e abre precedente para que a Igreja influencie em assuntos ainda mais polêmicos. “O governo assinou e deu liberdade total. Isso pode dar espaço para que a Igreja intervenha em questões como o aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo, pesquisa com células troco embrionárias, entre outras.”

A de primeira classe, ocupada pelos católicos, e a de segunda, onde se encaixam todos os representantes da diversidade religiosa do País. “Ele [o acordo] não contempla a liberdade de consciência. Por exemplo, não querer dar religião para os filhos é o direito de uma família. Isso não os torna menos cidadãos brasileiros. Ser ateu, agnóstico, é um direto de foro íntimo. É Absolutamente estigmatizador e criará a cultura de que quem não teve ensino religioso não é íntegro. É preconceituoso, não toca na liberdade de consciência em momento algum.”

O texto do documento também estabelece que o patrimônio cultural da Igreja - as igrejas histórias e as obras de arte - pertencem também ao governo brasileiro e ambos têm a responsabilidade de preservá-lo. A pesquisadora diverge: “A propriedade histórico e cultural é da Igreja, mas quem vai cuidar é o Estado. A posse é da Igreja, mas quem gasta é o Estado, que pode ser chamado para restaurar obras a qualquer momento”.

O documento também formaliza o respeito ao segredo da confissão e indica que a atividade dos sacerdotes não caracteriza vínculo empregatício. A pesquisadora defende que profissionais que dedicam suas vidas a igrejas sejam remunerados: “O direito trabalhista deve existir. Essas pessoas seguem ordens, têm atribuições. Isso é primário. É coisa do inicio do século passado.”.

Para ela, se o acordo for ratificado, o Brasil ficará de mãos amarradas. “Se o acordo passar no Congresso, o Brasil dá poder à Igreja e veta a si mesmo”, afirma Roseli. A pesquisadora diz acreditar que todas as medidas representem um retrocesso na separação entre Igreja e Estado, conseguida há 119 anos. “Parece que foi feito para celebrar, entre aspas, a Proclamação de República, no dia 15 de novembro. Há 119 anos estavam sendo separadas Igreja e Estado. É um grande retrocesso, voltamos no tempo”, asseverou. 

Apesar da indignação, a pesquisadora aponta que o documento, por ser um acordo bilateral, ainda passará pela aprovação do Congresso Nacional para ser ratificado. “É preciso uma grande movimentação para que o documento não seja ratificado. Talvez eles compreendam que isso vai contra a Constituição.” A professora destaca que será importante a análise de juristas e de outros estudiosos. "A primeira leitura, no calor da hora, não dispensa o aprofundamento, mas já suscita o alerta", finaliza Roseli.



sexta-feira, novembro 14, 2008

há quem não acredite...




... mas em 1943 era possível dirigir em São Paulo

deu no blog do Noblat - hoje

Uma nova vaia faria bem a Lula

Na semana passada, Lula advertiu Barack Obama, presidente eleito dos Estados Unidos, que ele tem menos de um ano para resolver a crise financeira que virou crise econômica e ameaça o mundo. Sugeriu que ele começasse a agir antes mesmo de tomar posse do cargo em janeiro próximo.

Ao visitar Bento XVI em Roma, Lula o aconselhou a usar suas pregações dominicais para falar sobre a crise. ""Se todo domingo o papa der um conselhozinho, quem sabe a gente encontre mais facilidade para resolver essa crise." 

Não se sabe se a advertência feita a Obama chegou aos ouvidos dele. Se chegou ele não levou em conta. Porque repetiu mais de uma vez que os Estados Unidos têm um governo e um presidente. E que só terão outros dois a partir de janeiro.

Também não se sabe o que o Papa pensa do conselho que ouviu. Recomendo que fiquemos atentos às pregações dominicais dele daqui para frente.

Seria bom para o excesso de auto-estima de Lula que ele fosse vaiado durante o jogo da próxima quarta-feira em Brasília entre a Seleção Brasileira e a Seleção de Portugal.

A vaia que ele tomou no Maracanã na abertura dos Jogos Olímpicos já faz mais de um ano.

quarta-feira, novembro 12, 2008

O Pavão e o Urubu

Link

agora isso!!!!!!!!!!!!!!

fonte
=============================

Ministério Público estuda ação contra anistia a filantrópicas

12/11 - 09:49 , atualizada às 09:57 12/11 - Agência Estado

A medida provisória do governo Lula que instituiu regras mais brandas para entidades filantrópicas - e que anistia aquelas com possíveis débitos com a União - traz danos ao interesse público e ao orçamento da seguridade social, disse o procurador da República Pedro Machado. O Ministério Público Federal já estuda ingressar com ação judicial contra a medida, possivelmente questionando sua constitucionalidade.

"A pergunta que temos de fazer é quem será beneficiado por esta medida. Com certeza são aquelas entidades que hoje já não atendem às regras da filantropia", destacou o procurador, integrante da força-tarefa da Operação Fariseu, que neste ano revelou fraudes na concessão de certificados de filantropia.

De acordo com Machado, que já denunciou sete pessoas após a operação, a MP torna-se mais surpreendente pelo fato de o governo federal ter livre acesso aos documentos da operação.

"As certificações estão sob suspeição e aí se concede isto?" A flexibilização das regras para hospitais privados cuja filantropia é questionada já tinha sido anunciada pelo Ministério da Saúde, e vinha gerando polêmica e pressões sobre a pasta. "A pressão dos seguimentos da sociedade é algo da democracia, mas cabe ao agente público avaliar", diz Machado.

Entenda o caso

O governo patrocinou esta semana uma anistia geral e irrestrita às instituições que tentam renovar os seus certificados de filantropia.

No final da Medida Provisória 446, editada na segunda-feira, há três artigos polêmicos, tornando automática a aprovação dos pedidos de renovação de certificados de filantropia até então pendentes no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), extinguindo todos os processos que questionavam renovações e concedendo pedidos que já haviam sido negados, mas vinham sendo contestados pelas entidades.

Publicada sem alarde pelo governo, a MP retira do conselho a atribuição de conceder os Certificados de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) e repassa aos ministérios da Educação, Saúde e Desenvolvimento Social a obrigação de conceder ou não o aval.

A Operação Fariseu, da Polícia Federal, revelou em março que integrantes do conselho se ligaram a advogados de entidades para fraudar processos e o obter certificados. A PF calculou que as fraudes teriam causado um prejuízo de R$ 2 bilhões em impostos sonegados. Antes de destituir o conselho, no entanto, foi concedida a anistia.

O artigo 39 da MP é o que pode trazer mais problemas aos cofres públicos. O texto diz que pedidos de renovação dos certificados que já houverem sido negados pelo conselho, mas estiverem sendo contestados pelas entidades - a grande maioria deles -, serão considerados aprovados a partir de agora.

A medida provisória ainda extingue recursos que tenham sido apresentados pelo próprio governo federal contra entidades certificadas pelo conselho, mas investigadas pelo governo. Os recursos, normalmente, são estruturados com base em informações da Receita Federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que apontam irregularidades das instituições. A partir de agora, no entanto, essas investigações estão sendo desconsideradas

=============================
imagino a grita do PT se isso fosse feito por um governo do PSDB. E ainda tem gente que acredita nesse governo dos e para os cumpanheiru.

terça-feira, novembro 11, 2008

você já viu algo parecido?




(enviado por meu amigo Garoto)

sábado, novembro 08, 2008

dica útil




Prezados Senhores,
Estamos enviando, em anexo, um histórico da nossa Cooperativa de Transporte, exclusivo para portadores de deficiência e idosos com difícil locomoção.
Em caso de qualquer esclarecimento, entre em contato conosco, pelos telefones (21) 32959606 ou 25855577.
Sds.
Antonio Amaral/Alberto Vieira/Maria Luiza

(enviado por minha amiga Glo)

sexta-feira, novembro 07, 2008

quinta-feira, novembro 06, 2008

terça-feira, novembro 04, 2008

nova letra, velho sucesso.

Yesterday

Yesterday
All these crises seemed so far away
Now it looks as though they are here to stay
Oh I was rich, yesterday

Suddenly
VALE is half the price it used to be
And there's Dow Jones falling constantly
Oh Yesterday I was wealthy

Why did
The bubble blow
I don't know
Leverage they say

I said
I am so exposed
In long/short
Not Yesterday

Yesterday
The stock market was so easy to play
Now I need a loan to cover all my trades
Interest rates please drop away.


(enviado por meu amigo Pepe)

domingo, novembro 02, 2008