quinta-feira, novembro 30, 2006
O DERRADEIRO LAMENTO
CARTA ABERTA À EXMA SENHORA JUÍZA PRESIDENTE DO STF.
Exma Sra Juíza Ellie
Gracie Presidente
do Supremo Tribunal Federal
Consternado e entristecido ouvi ontem, em cadeia
Nacional, a melancólica e triste entrevista de Vª Excelência
tentando justificar direitos salariais e jetons para si e seus
pares.
Tenha certeza Sra Gracie, permita-me assim chamá-la, eu e
milhões de Brasileiros fomos dormir, ontem, mais tristes, mais
desesperançados e muito, muito mais melancólicos com os destinos de
nossa pobre e
explorada Nação.
Confesso de coração aberto e com alma de cidadão, que
fiquei feliz e emocionado quando a Sra foi escolhida para presidir a
mais alta corte da Justiça Brasileira. Em boa e alvissareira hora,
substituindo seu antecessor de triste memória e questionável
desempenho ético.
Li, nas
páginas de uma revista semanal, o belíssimo artigo de sua conterrânea
Gaúcha, a admirável e amada LYA LUFT, discorrendo sobre a escolha pelo
voto para Governadora de seus estados, três MULHERES. Em
seu lúcido artigo, transparecia a esperança depositada nestas
mulheres, mães, esposas - reserva moral da família - e talvez a
redenção da Pátria.
Decorridos apenas alguns dias, deparo-me com a sua
entrevista no citado tele-jornal. Charmosa nos seus anos maduros,
simpática e com postura de autoridade, como sempre elegante, com o domínio
completo de suas atribuições. Mas, Sra Presidente, que desilusão, que
desgosto, que inversão de valores a Senhora nos passou com a
defesa intransigente sobre o aumento de seus próprios salários e de
uma novíssima modalidade de reforçar seus já generosos contra-cheques -
JETONS, JETONS - pagamentos específicos para
Vªs Excelências,por
reuniões em hora de expediente e com finalidades não
devidamente esclarecidas. E mais, retroativos a JULHO de 2005, com os
devidos ressarcimentos. E ainda, Sra Presidente, totalmente isentos de
Imposto de Renda, esta coisa comezinha e degenerada que só a ralé deve
descontar religiosa e mensalmente para que Vªs Excelências tenham seu
contra-cheques, mordomias mil e JETONS inexplicáveis
garantidos.
Penso que Juízes e assemelhados devam ser bem
remunerados.
Penso que um magistrado no sagrado dever de suas
atribuições, não pode e não deve ficar preocupado com suas contas,
suas faturas, e a condução
administrativa de seus familiares e as despesas do dia-a-dia.
Suas funções e suas atribuições são nobres, belas e importantes
demais, para que Vªs Senhorias se desviem, durante seu "expediente"
para tratar de assuntos tão corriqueiros.
Mas entre salários - sim,
salários - porque Vªs Senhorias são funcionários, e, portanto, são
assalariados, assim como eu e milhões de brasileiros,
e salários milionários, vai uma grande
diferença.No momento em que se discute se o salário
mínimo aumentará R$ 17,00 ou R$ 25,00, o Judiciário
Brasileiro, o mais bem remunerado do Planeta, pleiteia descarada,
abusiva e acintosamente um novo e fabuloso aumento.
O legado
iluminista de MONTESQUIEU, na sua mais bela obra "O
Espírito das Leis-1748", modificou para sempre a História dos povos e
das Nações modernas e socialmente justas, prevendo a separação dos
poderes, como forma mais adequada de Governo. No entanto, esses
conceitos, que para outras Nações privilegiadas foi uma benção e uma maneira eficaz e correta de
governar os povos, para o nosso infeliz Brasil, é uma praga
descontrolada. Ninguém controla nada, ninguém processa ninguém,
e todos se locupletam.
A Bielo-Rússia é ex-colônia da falecida URSS. Continua
um estado totalitário, ineficaz e corrupto. Não tem grandes indústrias,
seu comércio é pífio e suas riquezas naturais, modestas. Nem de
longe comparar com o fantástico e imenso território Brasileiro, com suas
incríveis reservas naturais. Nossa indústria é pujante e moderna, nosso
povo é ordeiro e laborioso. Assim mesmo Exma Sra Juíza, aquele
pequeno e infeliz País da Europa Oriental teve seu IDH superior
ao do Brasil. Por quê? Por que será que caminhamos céleres e firmes
para o ralo da História? Não lhe ocorre nada?
O que pensam Vªs
Excelências, como estipulam seus estipêndios? De onde acham que saem
os recursos que sustentam sua paralisada máquina? Afinal,
para que tanta ganância? Porque um juiz da triste Nação
Brasileira necessita
ser milionário,quando a imensa maioria do povo humilde é miserável e
passa fome, não tem saúde, não tem educação, não tem assistência
JURÍDICA e não
tem esperança?
Acaso tiveram em sua bela e generosa existência Vª
Senhoria e seus pares a oportunidade de privar com o simples
cidadão? O empregado da Indústria, o trabalhador rural, o peão de
obra, a doméstica que levanta às 05:00hs para chegar a tempo no
seu modesto emprego e receber um salário vil e
famigerado?
Tenho certeza que não. Vossas Senhorias, todas, não sabem
mais dos valores e das misérias da existência humana. A alegria e
tragédia de um povo humilde, trabalhador, honrado, digno. Vªs Senhorias
todos se perderam nos descaminhos viciados do imenso e fantástico
poder que desfrutam e usam até o limite da tolerância da
sociedade.
Que espécie de Nação pensam estar legando para a posteridade? O
que Vªs Senhorias pensam do futuro de nossos filhos e netos? Até onde
aguentará a paciência generosa do povo
Brasileiro? Até quando?
Exma Sra Presidente Ellie Gracie, sou um simples
cidadão, um pai de família, um funcionário
público aposentado. Ainda assim trabalho para
reforçar minha renda. Porque preciso, porque sei, porque
gosto. Convivo diariamente com Homens, Homens com H maiúsculo.
Peões de obra, assalariados, miseráveis, gente simples, modesta,
inculta, pobre e desdentada - com suas roupas sujas, remendadas, com o
cheiro inerente aos homens da labuta, o cheiro
do suor, do trabalho. O cheiro inconfundível do progresso, da
honra, da dignidade humana. O cheiro que certamente para
as finas narinas de Vªs Senhorias seria intragável,
para mim, que os conheço e respeito, é o cheiro da esperança de
um futuro melhor, de uma nação mais próspera, de uma sociedade mais
justa e igualitária.
Solicito respeitosamente a Vª Excelência, ou
melhor, imploro Sra Presidente, como Brasileiro e cidadão, imploro
humildemente do meu modesto e simples lugar: não destrua
mais uma vez a esperança de milhões de compatriotas, não compactue com a
ganância sem fim de seus pares, não sangrem mais a
nação extenuada e prostrada até a última gota.
Deposito no Judiciário Brasileiro a última esperança, o
derradeiro lamento, o último grito de socorro. Todos os demais
poderes, corrompidos, conspurcados,indiferentes à sorte da
Nação - deles, nada mais espero - senão vergonha, dor, tristeza e desesperança.
RespeitosamenteGerson Marquardt
- Cidadão, pai,
avô. Brasileiro.
23 Nov
2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
O IDIOTA E A MOEDA
Conta-se que numa cidade do
interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da
aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos
biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar
onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas
moedas:
- uma grande de 400 réis e
- outra menor, de
2000 réis.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que
era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos
membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido
que a moeda maior valia menos.
- Eu sei, respondeu o não tão tolo assim. Ela vale
cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a
brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha
moeda.
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena
narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre
é.
A segunda :Quais eram os verdadeiros idiotas da
história?
Terceira : Se você for ganancioso, acaba estragando
sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é
:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não
têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto,
o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que
realmente
somos.
"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o
idiota diante de um
idiota que banca o inteligente".
interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da
aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos
biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar
onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas
moedas:
- uma grande de 400 réis e
- outra menor, de
2000 réis.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que
era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos
membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido
que a moeda maior valia menos.
- Eu sei, respondeu o não tão tolo assim. Ela vale
cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a
brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha
moeda.
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena
narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre
é.
A segunda :Quais eram os verdadeiros idiotas da
história?
Terceira : Se você for ganancioso, acaba estragando
sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é
:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não
têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto,
o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que
realmente
somos.
"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o
idiota diante de um
idiota que banca o inteligente".
sábado, novembro 25, 2006
Hiroshima
| Rating: | ★★★★★ |
| Category: | Books |
| Genre: | Nonfiction |
| Author: | John Hersey |
Eu tive a felicidade, ou infelicidade, de visitar o museu da bomba. Sai revoltado como ao ler o livro.
Se isso não é genocidio por favor alguem me explique o que é.
quinta-feira, novembro 23, 2006
terça-feira, novembro 21, 2006
segunda-feira, novembro 20, 2006
confissão
- Padre, eu
pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria
pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria
- És tu,
Juquinha?
Juquinha?
- Sim, Sr.
Padre, sou eu.
Padre, sou eu.
- E com
quem estivestes tu?
quem estivestes tu?
- Padre, eu
já disse o meu pecado... ela que confesse o dela.
já disse o meu pecado... ela que confesse o dela.
- Repara,
mais tarde ou mais cedo eu vou saber, assim é melhor que me digas agora. Foi
a Isabel Fonseca?
mais tarde ou mais cedo eu vou saber, assim é melhor que me digas agora. Foi
a Isabel Fonseca?
- Os meus
lábios estão selados.
lábios estão selados.
- A Maria
Gomes?
Gomes?
- Por mim,
jamais o saberá...
jamais o saberá...
- Ah! A
Maria José?
Maria José?
- Não direi
nunca!!!
nunca!!!
- A Rosa do
Carmo?
Carmo?
- Padre,
não insista!!!
não insista!!!
- Então foi
a Catarina da pastelaria, não?
a Catarina da pastelaria, não?
- Padre,
isto não faz sentido....
isto não faz sentido....
O Padre rói
as unhas desesperado e diz-lhe então:
as unhas desesperado e diz-lhe então:
- És um
cabeça dura, Juquinha, mas no fundo do coração admiro a tua reserva.
cabeça dura, Juquinha, mas no fundo do coração admiro a tua reserva.
Vai rezar
vinte Pais-Nossos e dez Ave-Marias...
vinte Pais-Nossos e dez Ave-Marias...
Vai com
Deus, meu filho...
Deus, meu filho...
Juquinha
sai do confessionário e vai para os bancos da igreja.
sai do confessionário e vai para os bancos da igreja.
O seu amigo
Pedrinho desliza para junto dele e sussurra-lhe:
Pedrinho desliza para junto dele e sussurra-lhe:
- E então?
Conseguiu?
Conseguiu?
- Sim.
Tenho cinco nomes de mulheres casadas que dão para todo
mundo!!!
Tenho cinco nomes de mulheres casadas que dão para todo
mundo!!!
sexta-feira, novembro 17, 2006
História do Rei Transparente
| Rating: | ★★★★★ |
| Category: | Books |
| Genre: | Literature & Fiction |
| Author: | Rosa Montero |
assim começa o livro sobre uma mulher que se vestiu com a armadura de um morto para sobreviver durante o período de guerras religiosas na idade média.
É daqueles livros que, uma vez iniciado não se consegue parar de ler ate chegar ao fim.
quarta-feira, novembro 08, 2006
Leopoldina e Pedro I
| Rating: | ★★★★★ |
| Category: | Books |
| Genre: | History |
| Author: | Sonia Sant'Anna |
o livro nos faz viver o século XIX como se la estivessemos, com seus lugares e costumes.
a autora leva a história num crescendo até um final emocinante que leva às lágrimas. A mim levou!
sexta-feira, novembro 03, 2006
Ministério do Silêncio
| Rating: | ★★★ |
| Category: | Books |
| Genre: | History |
| Author: | Lucas Figueiredo |
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