Uma coisa temos que admitir: com a morte do Clodovil, foi-se embora o único deputado que não tinha rabo preso.
(enviado por minha amiga Glo)
quarta-feira, abril 29, 2009
terça-feira, abril 21, 2009
quinta-feira, abril 16, 2009
sexta-feira, abril 10, 2009
enquanto isso, no Himalaia....
Discípulo: Sábio Mestre, poderia ensinar-me a diferença entre a pérola e a mulher?
MESTRE: A diferença, humilde gafanhoto, é que numa pérola pode-se enfiar por dois lados, enquanto numa mulher somente por um lado.
Discípulo (um tanto confuso): Mas Mestre, longe de mim contradizer vossa Himalaia sabedoria, mas ouvi dizer que certas mulheres permitem ser enfiadas pelos dois lados!
MESTRE (com um fino sorriso): Nesse caso, curioso gafanhoto, não se trata de uma mulher, mas sim de uma pérola.
(enviado por Pepê do Orfãos)
quarta-feira, abril 08, 2009
Presidente, o senhor me ofendeu
por Waldo Luís Viana
Waldo Luís Viana é escritor, economista e poeta e pede desculpas aos seus pouquíssimos leitores por ter sido tão gentil...
Teresópolis, 27 de março de 2009.
(enviado por minha amiga Glo)
“O Brasil idolatra algumas pessoas porque não as conhece de perto.” Marlene Mattos
O senhor, presidente, me ofendeu! Desculpe-me, mas tenho uma filha branca, loura e de olhos azuis. Eu, que sou filho de baiano com francesa, misto de Castro Alves com Catherine Deneuve (não necessariamente nesta ordem), sinto-me triste e magoado com a última metáfora do maior presidente da história deste país!
O senhor me ofendeu, presidente! Inteirado pela dupla caipira “Amorim e Garcia” de que pela extrema decadência que começa a aparecer no quadro interno, o seu governo só poderia se salvar pelo quadro externo, o senhor me vem com essa frase bombástica, típica de governantes totalitários, culpando um grupo de pessoas pelo tom da pele, a cor dos cabelos e beleza dos olhos, como se fosse proprietário e dilapidador da riqueza do planeta!
Presidente, como o senhor é primário, linear e complexado!
Os amantes das ditaduras, mesmo os eleitos diretamente, têm que encontrar culpados para os seus fracassos, especialmente desenhando um inimigo artificial no horizonte. São incansáveis os exemplos na história que nem vale a pena rever.
O senhor quer “um bode respiratório” para o desencanto, que lenta e suavemente, vem se apossando do povo brasileiro, enganado tantas vezes, mas que achava que do presidente-operário merecia melhor tratamento. E como os coelhos não saem mais com facilidade da cartola, não há bolsa-esmola, PAC de mentira e casinhas populares em véspera de eleição que deem jeito nos desconfiados que se avolumam – o senhor me sai com mais um de seus aparvalhados “pensamentos”...
O senhor já deu o que tinha que dar! Já encantou as “zelites”, em que hoje cospe, é malandro adivinhado, cujo arsenal de espertezas está no fim, porque o que existe pela frente é desemprego e recessão pelo caminho. O senhor preferiu a popularidade fácil às reformas estruturais e deu no que deu. Perdeu o bonde da história! Agora não tem mais dinheiro para nada e os plutocratas que o senhor ofendeu hão de lhe dar o troco, rapidamente.
Muitos outros, por outro lado, irão cobrar-lhe o jogo de palavras, em si. Mas isso é irrelevante, dado o enorme cipoal de batatadas com que Vossa Excelência já nos brindou, ao longo da sortuda vida de governante. No entanto, a sorte acabou e o que importa é o que se demonstra por baixo do palavrório chulo e insensato, produzido de propósito, como aduziram os jornais britânicos, para o despreparado público doméstico.
Aqui dentro, o senhor quer achar um culpado para a nossa crise! Não são os índios, os negros, os homossexuais, os portadores de necessidades especiais, os quilombolas, os estudantes, os adeptos de movimentos sociais; não são as ONGs, os idosos, os aposentados, os cotistas das universidades, os meninos de rua, os mendigos, os analfabetos funcionais ou os semi-mortos nas emergências dos hospitais – não!, são os brancos, os louros de olhos azuis que desestabilizam a Pátria-mãe multirracial!
Não é a tresloucada política econômica que o senhor nos impingiu, que agora explode por todos os diques, não é a “cumpanheirada” aboletada nos cargos e fundos de pensão, nem os banqueiros amigos, que agora estão sofrendo, coitados!, porque veem os lucros diminuindo, não são as empresas a despejar empregados na rua da amargura – não, os culpados são os outros, os de fora, aqueles em que o senhor não pode mandar, porque seus capitais especulativos não virão mais para cá e nossa elite está externalizando os próprios haveres, porque sabe muito bem o que vem por aí...
O senhor me ofendeu e ofendeu minha meiga menina! Ela não tem culpa de viver num país governado por um despreparado, que no final do governo sabe que não haverá retorno, que o estoque de mágicas terminou e o palhaço ficou só, no picadeiro. Resta chorar, porque o senhor provoca pena, o personagem alquebrado já encheu, como novela repetida e não adianta dividir para reinar, colocando branco contra negro, índio contra não-índio, empregado contra desempregado, proprietário contra sem-terra, militares contra anistiados – que esse jogo não pega mais, não esconde a falência dos gestos e a vacuidade do governante que não tem para onde ir, a não ser que, constrangido, efetue um golpe de força contra o arremedo de estado de direito e a falsa democracia, que ainda nos une.
O senhor não maneja a crise, é completamente manejado por ela! Não antecipou a constrição dos seus tentáculos e por conta do próprio orgulho e de imaginar que estava fazendo o melhor dos governos demorou demais a acordar! Agora Inês é morta e só faltava dizer que os assassinos eram brancos, louros e de olhos azuis. Um péssimo detetive nesses tempos exitosos de Polícia Federal!
No entanto, o senhor escolheu mal a acusação! Ofendeu-me e a milhares de brasileiros, descendentes de europeus, que misturaram o próprio sangue e as esperanças na epopéia de construir uma nação multiétnica e multirracial. Só o senhor discrimina, do alto de seus preconceitos arraigados e encardidos de homem complexado, que jamais se livrou de si mesmo!
O pior, presidente, é como o senhor fica, exibido em todas as esquinas! É tema de deboche nos bares! É diplomado na bazófia, no menoscabo, no que de pior pode haver num homem que veio de baixo: o senhor provoca vergonha nos pobres. E agora quer provocar raiva nos aparentemente ricos! Nunca neste país!
Sinto-me ofendido e acho que este povo, em clamor nacional, deveria enquadrá-lo no crime de racismo! O que o senhor disse é muito pior, para minha filha, do que chamá-la de loura burra ou branca azeda. Esses codinomes os brancos desse país já estão acostumados a ouvir.
O que não aguentamos é ver o chefe da Nação, solerte, do alto da própria ignorância triunfante, personalizar a culpa de uma crise que o senhor não quer sobre os ombros, como aliás nenhum dos mastodônticos crimes de corrupção que se refletiram sobre o seu governo!
O senhor ofende porque está em desespero! Ofende porque está no fim da estrada e a sorte sumiu! Mas não se esqueceu das próprias origens, do ressentimento e de encarnar o ato obsceno daquele personagem da piada, que já não se pode mais contar neste país: o senhor nos ofendeu e ainda está fazendo das suas, na saída...
____________
O senhor me ofendeu, presidente! Inteirado pela dupla caipira “Amorim e Garcia” de que pela extrema decadência que começa a aparecer no quadro interno, o seu governo só poderia se salvar pelo quadro externo, o senhor me vem com essa frase bombástica, típica de governantes totalitários, culpando um grupo de pessoas pelo tom da pele, a cor dos cabelos e beleza dos olhos, como se fosse proprietário e dilapidador da riqueza do planeta!
Presidente, como o senhor é primário, linear e complexado!
Os amantes das ditaduras, mesmo os eleitos diretamente, têm que encontrar culpados para os seus fracassos, especialmente desenhando um inimigo artificial no horizonte. São incansáveis os exemplos na história que nem vale a pena rever.
O senhor quer “um bode respiratório” para o desencanto, que lenta e suavemente, vem se apossando do povo brasileiro, enganado tantas vezes, mas que achava que do presidente-operário merecia melhor tratamento. E como os coelhos não saem mais com facilidade da cartola, não há bolsa-esmola, PAC de mentira e casinhas populares em véspera de eleição que deem jeito nos desconfiados que se avolumam – o senhor me sai com mais um de seus aparvalhados “pensamentos”...
O senhor já deu o que tinha que dar! Já encantou as “zelites”, em que hoje cospe, é malandro adivinhado, cujo arsenal de espertezas está no fim, porque o que existe pela frente é desemprego e recessão pelo caminho. O senhor preferiu a popularidade fácil às reformas estruturais e deu no que deu. Perdeu o bonde da história! Agora não tem mais dinheiro para nada e os plutocratas que o senhor ofendeu hão de lhe dar o troco, rapidamente.
Muitos outros, por outro lado, irão cobrar-lhe o jogo de palavras, em si. Mas isso é irrelevante, dado o enorme cipoal de batatadas com que Vossa Excelência já nos brindou, ao longo da sortuda vida de governante. No entanto, a sorte acabou e o que importa é o que se demonstra por baixo do palavrório chulo e insensato, produzido de propósito, como aduziram os jornais britânicos, para o despreparado público doméstico.
Aqui dentro, o senhor quer achar um culpado para a nossa crise! Não são os índios, os negros, os homossexuais, os portadores de necessidades especiais, os quilombolas, os estudantes, os adeptos de movimentos sociais; não são as ONGs, os idosos, os aposentados, os cotistas das universidades, os meninos de rua, os mendigos, os analfabetos funcionais ou os semi-mortos nas emergências dos hospitais – não!, são os brancos, os louros de olhos azuis que desestabilizam a Pátria-mãe multirracial!
Não é a tresloucada política econômica que o senhor nos impingiu, que agora explode por todos os diques, não é a “cumpanheirada” aboletada nos cargos e fundos de pensão, nem os banqueiros amigos, que agora estão sofrendo, coitados!, porque veem os lucros diminuindo, não são as empresas a despejar empregados na rua da amargura – não, os culpados são os outros, os de fora, aqueles em que o senhor não pode mandar, porque seus capitais especulativos não virão mais para cá e nossa elite está externalizando os próprios haveres, porque sabe muito bem o que vem por aí...
O senhor me ofendeu e ofendeu minha meiga menina! Ela não tem culpa de viver num país governado por um despreparado, que no final do governo sabe que não haverá retorno, que o estoque de mágicas terminou e o palhaço ficou só, no picadeiro. Resta chorar, porque o senhor provoca pena, o personagem alquebrado já encheu, como novela repetida e não adianta dividir para reinar, colocando branco contra negro, índio contra não-índio, empregado contra desempregado, proprietário contra sem-terra, militares contra anistiados – que esse jogo não pega mais, não esconde a falência dos gestos e a vacuidade do governante que não tem para onde ir, a não ser que, constrangido, efetue um golpe de força contra o arremedo de estado de direito e a falsa democracia, que ainda nos une.
O senhor não maneja a crise, é completamente manejado por ela! Não antecipou a constrição dos seus tentáculos e por conta do próprio orgulho e de imaginar que estava fazendo o melhor dos governos demorou demais a acordar! Agora Inês é morta e só faltava dizer que os assassinos eram brancos, louros e de olhos azuis. Um péssimo detetive nesses tempos exitosos de Polícia Federal!
No entanto, o senhor escolheu mal a acusação! Ofendeu-me e a milhares de brasileiros, descendentes de europeus, que misturaram o próprio sangue e as esperanças na epopéia de construir uma nação multiétnica e multirracial. Só o senhor discrimina, do alto de seus preconceitos arraigados e encardidos de homem complexado, que jamais se livrou de si mesmo!
O pior, presidente, é como o senhor fica, exibido em todas as esquinas! É tema de deboche nos bares! É diplomado na bazófia, no menoscabo, no que de pior pode haver num homem que veio de baixo: o senhor provoca vergonha nos pobres. E agora quer provocar raiva nos aparentemente ricos! Nunca neste país!
Sinto-me ofendido e acho que este povo, em clamor nacional, deveria enquadrá-lo no crime de racismo! O que o senhor disse é muito pior, para minha filha, do que chamá-la de loura burra ou branca azeda. Esses codinomes os brancos desse país já estão acostumados a ouvir.
O que não aguentamos é ver o chefe da Nação, solerte, do alto da própria ignorância triunfante, personalizar a culpa de uma crise que o senhor não quer sobre os ombros, como aliás nenhum dos mastodônticos crimes de corrupção que se refletiram sobre o seu governo!
O senhor ofende porque está em desespero! Ofende porque está no fim da estrada e a sorte sumiu! Mas não se esqueceu das próprias origens, do ressentimento e de encarnar o ato obsceno daquele personagem da piada, que já não se pode mais contar neste país: o senhor nos ofendeu e ainda está fazendo das suas, na saída...
____________
Waldo Luís Viana é escritor, economista e poeta e pede desculpas aos seus pouquíssimos leitores por ter sido tão gentil...
Teresópolis, 27 de março de 2009.
(enviado por minha amiga Glo)
tolerancia zero
1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:
- Você tá dormindo?
- Não, to treinando pra morrer!
2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Ta com defeito?
- Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.
3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.
4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!
5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!
6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:
- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!
7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta:
- Vai subir?
- Não, não, to esperando meu apartamento descer pra me pegar.
8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:
- Flores ?
- Não! São cenouras.
9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!
10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar:
- Em dinheiro?
- Não, me dá tudo em clipes!.
- Você tá dormindo?
- Não, to treinando pra morrer!
2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Ta com defeito?
- Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.
3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.
4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!
5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!
6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:
- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!
7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta:
- Vai subir?
- Não, não, to esperando meu apartamento descer pra me pegar.
8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:
- Flores ?
- Não! São cenouras.
9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!
10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar:
- Em dinheiro?
- Não, me dá tudo em clipes!.
sábado, abril 04, 2009
desde aquela época
Maria Madalena estava para ser apedrejada quando Jesus resolveu
interceder em seu favor diante da multidão que ali estava.
Jesus disse:
"Quem nunca errou, que atire a primeira pedra."
O português, naturalmente presente em todos os lugares e épocas,e que
estava bem na frente da multidão, empolgou-se, pegou num tremendo
tijolo e acertou-o na testa de Maria Madalena, que caiu redonda.
Jesus, muito entristecido, foi direto ao portuga, olhou-o bem nos olhos e perguntou:
- Meu filho, diz-me a verdade, nunca erraste na tua vida?
O português respondeu:
- Desta distância, NUNCA!!!
(enviado por minha amiga Anja)
interceder em seu favor diante da multidão que ali estava.
Jesus disse:
"Quem nunca errou, que atire a primeira pedra."
O português, naturalmente presente em todos os lugares e épocas,e que
estava bem na frente da multidão, empolgou-se, pegou num tremendo
tijolo e acertou-o na testa de Maria Madalena, que caiu redonda.
Jesus, muito entristecido, foi direto ao portuga, olhou-o bem nos olhos e perguntou:
- Meu filho, diz-me a verdade, nunca erraste na tua vida?
O português respondeu:
- Desta distância, NUNCA!!!
(enviado por minha amiga Anja)
sexta-feira, abril 03, 2009
um pedido de Petró de Catolé
O Brasil é um país
Cheio de contradições
Mudam leis e mudam regras
Sempre após as eleições
Deputados, Senadores
Prefeitos, Governadores
Divergem em opiniões
Entre as muitas questões
Pelo governo criadas
Foram os programas de bolsas
Pras classes depauperadas
Como faca de dois gumes
Tem gerado alguns queixumes
Pras não beneficiadas
Entre as privilegiadas
Temos a bolsa família
Fome zero, bolsa escola
Vale gás, bolsa mobília
Tem a bolsa paletó
Só falta a bolsa forró
Para dançar em Brasília
O governo na vigília
Para agradar todo mundo
Criou também outra bolsa
Num gesto muito jucundo
Contemplou a classe gay
Assinando uma lei
Criando a bolsa fundo
O projeto oriundo
Do ministro da saúde
Num gesto de compaixão
Tomou essa atitude
Com peninha da "menina"
Vai dar bolsa vaselina
Pra não comprar ataúde
Há verossimilitude
Com as outras concedidas
Promovendo o bem estar
E também salvando vidas
Das doenças sexuais
Que pelos meios anais
São aos homens transmitidas
Muitas foram as medidas
Em prol da rapaziada
Favorecendo as famílias
A criança e a gayzada
Que o povo satisfeito
Agradece ao seu eleito
Ninguém reclama de nada
Mas a última criada
Me deixou muito contente
Para fazer um apelo
Ao senhor, seu presidente
Não estranhe meu pedido
Porque faz muito sentido
E é muito pertinente
Não quero ser exigente
Mas é questão de direito
É por isso que eu creio
Ser atendido no preito
Quero aqui como eleitor
Só lembrar que o senhor
Para isso foi eleito
Já sentindo o efeito
Da velhice que aproxima
Venho pedir uma bolsa
Pra deixar tudo em cima
Pois meu pinto em bisagra
Necessita de Viagra
Para ver se ele se anima
Aqui em casa o clima
Não está animador
Pois já estou na meia-idade
Não tenho mais o vigor
Dos tempos da juventude
Quando esbanjava saúde
Verdadeiro predador
Me dirigindo ao senhor
Peço a vossa excelência
A criação dessa bolsa
Para evitar a falência
De um membro desanimado
De um pobre pinto brochado
Que está perdendo a potência
Com ajuda da ciência
Eu posso ser mais feliz
Voltar a fazer as coisas
Que na juventude fiz
Toda noite eu transava
Meu bilau funcionava
Como uma bissetriz
Quero voltar à cerviz
Quando era grande amante
Minha mulher já reclama
Do meu passado distante
Eu perdendo a potência
Ela cheia de carência
Dos meus tempos de rompante
Em tempos muito distante
O homem era mais viril
Se orgulhava dos feitos
Era bravo e varonil
Mas depois do tal estresse
De impotência padece
Se tornando feminil
Por esse imenso Brasil
A saúde é desprezada
Tem verbas para o Congresso
Pra saúde é quase nada
Paga o dobro ao deputado
Pra uma extra convocado
Sua conta é recheada
A classe aposentada
A qual pertence o idoso
A cada ano se vê
De modo claro e aleivoso
Seu salário encolhendo
Poder de compra perdendo
De modo indecoroso
A mulher pergunta ao esposo
Se já pagou à botica
Ele diz: Ainda não
Todo mês a conta estica
Seu remédio aumentou
O dinheiro não sobrou
Nem pra um chá de arnica
Então veja como fica
A minha situação
Com um dinheiro tão minguado
Não posso ter diversão
Nem a raiz vuca-vuca
Me salva dessa muvuca
Vou entrar em depressão
Peço que seu coração
Dos velhinhos tenha dó
Pra fazer a alegria
Do vovô e da vovó
Que já fez até safena
Que o senhor não tenha pena
Somente de fiofó.
O pobre não é fobó
Nem também o aposentado
Se os direitos são iguais
Eu defendo nosso lado
Aqui faço meu protesto
Não nos dê somente resto
Que eu fico muito zangado
Meu pedido é baseado
Pela constituição
Dos direitos e deveres
Para com o cidadão
Todos devem ser tratados
São direitos conquistados
Sem nenhuma distinção
Não venha com alegação
Que não tem procedimento
Que verbas pra esse fim
Não existem no momento
Eu tenho uma solução
Tire um pouco do quinhão
Das verbas do parlamento
É só tirar dois por cento
Das verbas dos Senadores
E mais dois dos deputados
Ministros , Governadores
Pois não vão lhes fazer falta
Nossa moral fica em alta
Para o bem dos eleitores
Os nossos antecessores
Não usavam vaselina
E a camisinha hoje
Traz uma camada fina
De um gel lubrificante
Pra tornar mais confortante
O penetrar na vagina
Bem antes da vaselina
Já havia relações
Entre os homossexuais
Sem haver reclamações
Se doía na entrada
Uma boa cusparada
Resolvia essas questões
E eu cá com meus botões
Fico aqui a meditar:
Se o ministro teve pena
De quem tem fundo pra dar
Quanto mais para o idoso
Que não sente mais o gozo
Vendo seu membro murchar
Por isso venho apelar:
Tem dó de nós Presidente
Nos conceda essa bolsa
Deixe o velhinho contente
Encolha só meu salário
Que já é deficitário
Deixe meu falo potente.
Petronilo Filho
João Pessoa-Pb, 12/02/09
Cheio de contradições
Mudam leis e mudam regras
Sempre após as eleições
Deputados, Senadores
Prefeitos, Governadores
Divergem em opiniões
Entre as muitas questões
Pelo governo criadas
Foram os programas de bolsas
Pras classes depauperadas
Como faca de dois gumes
Tem gerado alguns queixumes
Pras não beneficiadas
Entre as privilegiadas
Temos a bolsa família
Fome zero, bolsa escola
Vale gás, bolsa mobília
Tem a bolsa paletó
Só falta a bolsa forró
Para dançar em Brasília
O governo na vigília
Para agradar todo mundo
Criou também outra bolsa
Num gesto muito jucundo
Contemplou a classe gay
Assinando uma lei
Criando a bolsa fundo
O projeto oriundo
Do ministro da saúde
Num gesto de compaixão
Tomou essa atitude
Com peninha da "menina"
Vai dar bolsa vaselina
Pra não comprar ataúde
Há verossimilitude
Com as outras concedidas
Promovendo o bem estar
E também salvando vidas
Das doenças sexuais
Que pelos meios anais
São aos homens transmitidas
Muitas foram as medidas
Em prol da rapaziada
Favorecendo as famílias
A criança e a gayzada
Que o povo satisfeito
Agradece ao seu eleito
Ninguém reclama de nada
Mas a última criada
Me deixou muito contente
Para fazer um apelo
Ao senhor, seu presidente
Não estranhe meu pedido
Porque faz muito sentido
E é muito pertinente
Não quero ser exigente
Mas é questão de direito
É por isso que eu creio
Ser atendido no preito
Quero aqui como eleitor
Só lembrar que o senhor
Para isso foi eleito
Já sentindo o efeito
Da velhice que aproxima
Venho pedir uma bolsa
Pra deixar tudo em cima
Pois meu pinto em bisagra
Necessita de Viagra
Para ver se ele se anima
Aqui em casa o clima
Não está animador
Pois já estou na meia-idade
Não tenho mais o vigor
Dos tempos da juventude
Quando esbanjava saúde
Verdadeiro predador
Me dirigindo ao senhor
Peço a vossa excelência
A criação dessa bolsa
Para evitar a falência
De um membro desanimado
De um pobre pinto brochado
Que está perdendo a potência
Com ajuda da ciência
Eu posso ser mais feliz
Voltar a fazer as coisas
Que na juventude fiz
Toda noite eu transava
Meu bilau funcionava
Como uma bissetriz
Quero voltar à cerviz
Quando era grande amante
Minha mulher já reclama
Do meu passado distante
Eu perdendo a potência
Ela cheia de carência
Dos meus tempos de rompante
Em tempos muito distante
O homem era mais viril
Se orgulhava dos feitos
Era bravo e varonil
Mas depois do tal estresse
De impotência padece
Se tornando feminil
Por esse imenso Brasil
A saúde é desprezada
Tem verbas para o Congresso
Pra saúde é quase nada
Paga o dobro ao deputado
Pra uma extra convocado
Sua conta é recheada
A classe aposentada
A qual pertence o idoso
A cada ano se vê
De modo claro e aleivoso
Seu salário encolhendo
Poder de compra perdendo
De modo indecoroso
A mulher pergunta ao esposo
Se já pagou à botica
Ele diz: Ainda não
Todo mês a conta estica
Seu remédio aumentou
O dinheiro não sobrou
Nem pra um chá de arnica
Então veja como fica
A minha situação
Com um dinheiro tão minguado
Não posso ter diversão
Nem a raiz vuca-vuca
Me salva dessa muvuca
Vou entrar em depressão
Peço que seu coração
Dos velhinhos tenha dó
Pra fazer a alegria
Do vovô e da vovó
Que já fez até safena
Que o senhor não tenha pena
Somente de fiofó.
O pobre não é fobó
Nem também o aposentado
Se os direitos são iguais
Eu defendo nosso lado
Aqui faço meu protesto
Não nos dê somente resto
Que eu fico muito zangado
Meu pedido é baseado
Pela constituição
Dos direitos e deveres
Para com o cidadão
Todos devem ser tratados
São direitos conquistados
Sem nenhuma distinção
Não venha com alegação
Que não tem procedimento
Que verbas pra esse fim
Não existem no momento
Eu tenho uma solução
Tire um pouco do quinhão
Das verbas do parlamento
É só tirar dois por cento
Das verbas dos Senadores
E mais dois dos deputados
Ministros , Governadores
Pois não vão lhes fazer falta
Nossa moral fica em alta
Para o bem dos eleitores
Os nossos antecessores
Não usavam vaselina
E a camisinha hoje
Traz uma camada fina
De um gel lubrificante
Pra tornar mais confortante
O penetrar na vagina
Bem antes da vaselina
Já havia relações
Entre os homossexuais
Sem haver reclamações
Se doía na entrada
Uma boa cusparada
Resolvia essas questões
E eu cá com meus botões
Fico aqui a meditar:
Se o ministro teve pena
De quem tem fundo pra dar
Quanto mais para o idoso
Que não sente mais o gozo
Vendo seu membro murchar
Por isso venho apelar:
Tem dó de nós Presidente
Nos conceda essa bolsa
Deixe o velhinho contente
Encolha só meu salário
Que já é deficitário
Deixe meu falo potente.
Petronilo Filho
João Pessoa-Pb, 12/02/09
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