sexta-feira, junho 04, 2010

ele conseguiu




O Brasil - por culpa do "cara" - é motivo de piada no programa de humor "Latma", de Israel.

Mais uma vergonha para o brasil (em minúsculas, mesmo)...

Versão original, com legendas em inglês:
http://www.youtube.com/watch?v=lIIzud...

CRÉDITOS:
Retirado do canal "Latma TV"
http://www.youtube.com/user/LatmaTV

Tradução: ???

23 comentários:

Naza Barcellos disse...

Caramba!

Jose Carlos Sampaio disse...

Não sei se é para rir ou chorar.....

Adair CJ disse...

Ah, o programa é de Israel, aquele mesmo país que atacou uma frota humanitária !!!

Precisamos ser um pouco menos ingênuos !

Que tal esta outra versão ?

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"Os livros de História vão se lembrar desse dia. A segunda-feira, 17 de
maio, quando Brasil e Turquia vieram propor à ONU um acordo negociado com
Teerã sobre o problema nuclear iraniano. Qualquer que seja a leitura que se
faça do texto final da carta, esta mediação turco-brasileira em forma de
fato consumado - sem que ninguém a tenha pedido - muda muita coisa. Ela fere
de facto o domínio reservado dos cinco membros permanentes do Conselho de
Segurança da ONU: China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia.

A esses países, a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do
primeiro ministro Recep Tayyip Erdogan é a seguinte: não há hipótese, em
pleno 2010, de deixá-los reinar sozinhos em uma ordem internacional onde o
peso das nações evolui em favor de países como os nossos (o Sul emergente
vai do Egito à África do Sul, da Nigéria à Indonésia).

Aos que ainda não haviam entendido, Brasil e Turquia colocaram, na
terça-feira, os pingos nos is. Eles querem fazer parte do chamado 5+1, grupo
que, dotado de um mandato da ONU, trata do caso nuclear iraniano".

Essas aspas não estão aí por acaso. Esse texto não é meu, é do Le Monde. E
seu conteúdo é tão expressivo que eu não pude pensar em outra maneira de
começar a carta de hoje.

Só para constar, parágrafos abaixo, a matéria continua considerando que "as
ambições dos países do Sul são legítimas" - antes, claro, de ponderar que,
no caso específico da questão nuclear iraniana, o ceticismo dos cinco países
do Conselho são fundamentadas. Natural: o Le Monde é francês, e a França faz
parte dos cinco. Numa posição desconfortabilíssima, aliás.

Figura-se a mal-estar da França no caso nuclear iraniano lendo o Figaro de
ontem - jornal conservador alinhado até nas vírgulas com a Sarkolândia. Na
página seis, encontra-se a matéria: "Washington alia China e Rússia contra
Irã ". Na sete, "Sarkozy saúda seu amigo Lula em Madri".

Quem lê a página seis, é informado da pressão estabelecida pelos cinco
países membros do Conselho de Segurança - entre eles a França - contra
Teerã. E que Brasil e Turquia teriam entrado de contrapé na história. Quem
lê a página sete, ilustrada com um animado aperto de mão dos presidentes
francês e brasileiro, fica sabendo, de novo entre aspas, "do profundo
reconhecimento [de Sarkozy] àquele que mais ajudou na libertação de Clotilde
Reiss", a estudante francesa acusada de espionagem que ficou dez meses
detida no Irã.

Afinal, Sarkozy ajuda a bater, junto com os outro quatro que formam o
grupinho dos invencíveis do planeta, ou a assoprar, ao lado de "seu amigo"
Lula?

O assunto é ainda mais delicado porque, menos de dois dias depois da
libertação de Reiss, a Justiça francesa decretou a liberação condicional
seguida de expulsão do agente iraniano Ali Vakili Rad, condenado à prisão
perpétua em 1994 pelo assassinato do antigo primeiro-ministro do xá do Irã,
Chapour Bakhtiar, ocorrido em Paris três anos antes.

Ainda que evidente, a troca de prisioneiros é negada pelo governo francês,
que fala em uma "simples coincidência". Munido de seu nariz de pinóquio,
Sarkozy perguntou em uma coletiva: "você acha que eu tenho cara de um homem
que troca um assassino por uma estudante?" Será que é mesmo para responder?

O fato é que, lendo os jornais franceses, dá a impressão de que os livros de
História estão sendo reescritos neste exato momento, com um capítulo
especialmente dedicado ao Brasil. E lendo os jornais brasileiros, bom, a
gente fica muito bem informado sobre o filme não transmitido no debate dos
pré-candidatos e os prefeitos.



*Carolina Nogueira* *é jornalista e mora há dois anos em Paris, de onde
mantém o **blog Le Croissant* * *



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Adriana Vianna disse...

Eu ia fazer o mesmo que você fez... rs.

Adriana Vianna disse...

A única coisa que me ocupa os pensamentos é: de fato nem Lula nem nós brasileiros temos intimidade com a complexidade do assunto. E eles não são bem humorados. Eles fazem guerra, acabaram com a frota humanitária. Podem muito bem criar ódio pelo Brasil e investir contra. Neste aspecto penso que através do Lula a América Latina pode estar reivindicando sim um lugar na "Liga da Justiça", mas isso certamente terá consequências, espero que não seja para uma guerra, nem para abrir portas para terroristas por aqui.

Adriana Vianna disse...

O programa de humor deles é bem raivoso, não acham?

Adriana Vianna disse...

"Por que está somando forças com os nossos inimigos?" Olha o que eles estão destacando, minha gente!

cesar cunha disse...

deixando de lado as versões e nos atendo aos fatos.
A Diplomacia brasileira nunca foi motivo de chacota no mundo (e chamo chacota não esse programa da tv israelense mas sim a carta divulgada no dia seguinte à assinatura do acordo pelo governo americano e endossada por Russia, França, Inglaterra e China) até que o Apedeuta, aconselhado pelo sr. Marco Aurélio "Top Top", não contente em aceitar tudo que vem dos Chaves/Morales/Correa resolveu solucionar os problemas do mundo. Sempre achei o "Top Top" um intelectuóide prepotente e faccioso agora vejo também que é megalomaníaco.
Para quem não sabe; conflitos entre nações resolvem-se por negociação ou coerção, o Brasil não tem mandato de quem quer que seja para negociar nem força militar para coagir. Então, foi fazer o que?

S. Mazzillo disse...

Não foi fazer nada Cesar!!!!! Nada mesmo.. foi tentar se fazer aparecer pra conseguir uma vaga na ONU....kk
Tem que rir pra não chorar...AFFF

Adriana Vianna disse...

... foi catucar onça com vara curtíssima.

Adair CJ disse...

O Brasil faz parte do Conselho de Segurança da ONU como membro não permanente.
Este é o mandato.

Adair CJ disse...

É claro que a diplomacia brasileira nunca foi motivo de chacota: ela sempre esteve alinhada aos americanos e seus aliados.

A "chacota " a que você se refere faz parte do jogo político. Os americanos não podem, realmente, permitir que um país de "m" como o nosso negocie o que eles não QUEREM negociar. E exatamente aquilo que a AIEA queria.

Será que não podemos nos distanciar de nossas preferências político-partidárias e tentar uma visão um pouco mais ampla ?
Está em curso uma mudança na geopolítica internacional. Aqueles que estão vendo seu poder diminuir esperneiam.
As coisas são bem maiores que uma chacota.

Naza Barcellos disse...

Concordo, há que se ter cuidado ao analisar a situação.

cesar cunha disse...

Adair, você só pode estar brincando.
as coisas só mudam quando a força muda. Os USA gastam, por ano, algo em torno de US$600B, a China, em segundo lugar, US$60B. Quem tem a força de coerção?

Adair CJ disse...

Não estou brincando. Não tenho conhecimento suficiente mas leio quem tem.

E já que vc falou da China: hoje os títulos americanos estão nas mãos dos chineses. Se eles pretenderem resgatá-los, a economia americana se esboroa.

Nem toda coreção está ligada à força militar, meu caro.

cesar cunha disse...

só para não me deixar mentindo sozinho você poderia colocar o link da resolução do Conselho de Segurança da ONU pedindo que o Brasil e/ou Brasil+Turquia e/ou Brasil+Qualquer Outro País intervenha na questão nuclear iraniana?

cesar cunha disse...

isso é verdade, e é o nó górdio da política internacional hoje. Enquanto a maioria desses títulos esteve na mão dos japoneses a coisa estava fácil já que eles, por causa da rendição incondicional na segunda guerra mundial, não podem ter forças armadas. Com a China o buraco é mais em baixo.
Você só esquece de um pequeno detalhe: existe uma coisa chamada déficit comercial e outra chamada balanço de pagamentos.
Caso haja interesse podemos nos aprofundar no assunto.

Adair CJ disse...

Não existe esta resolução. Mas basta ver as atribuições do Conselho. Lá estará o mandato que você procura.

Adair CJ disse...

Não esqueço, Cesar. E sei bem a diferença. Não é preciso aprofundar no assunto pois foge ao tema do seu post.

O que me interessa é ter a possibilidade de ver o mundo de vários pontos de vista.

cesar cunha disse...

não estava tentando fugir ao assunto do post Adair; tática muito usada por políticos e líderes sindicais quando não sabem a resposta. Apenas respondia a uma colocação sua.

Adair CJ disse...

rsrs
Não disse que vc estava tentando. Disse que o assunto foge ao tema do seu post.

ps. é incrível como tudo vira crítica ao Lula, né ?

cesar cunha disse...

rs rs.
acho eu que a culpa é dele mesmo e dos aloprados a sua volta; haja visto a última do dossier.

Adair CJ disse...

Com certeza.