Ainda longe do grau de investimento? E daí?
O excelente repórter Assis Moreira, correspondente do jornal “Valor” em Genebra, ouviu da analista-chefe de mercados emergentes do Deutsche Bank, Maria Laura Lanzeni, que o Brasil só chegará ao ansiado (por alguns) “grau de investimento” no prazo de 18 meses.
“Além do cenário global incerto”, escreve Moreira, na edição desta segunda-feira, 7 de janeiro, “ela nota que se o país não aprovar reformas microeconômicas, o Peru é que poderá obter antes o grau de investimento”.
Então, tá! A economia do Peru está dando um show na do Brasil, não é mesmo? Quem sabe, até o Paraguai vai ser grau de investimento antes.
Afinal, com base nas declarações dos economistas-financistas, é até possível estabelecer uma lei de formação do grau de investimento brasileiro: a cada momento, o grau de investimento está a 18 meses de ser conquistado.
E daí? Quem, bem ou mal (mais para mal) acumulou reservas cambiais suficientes para zerar a dívida externa – pública e privada –, tem um monte de empresas com papéis listados em bolsas internacionais e atrai US$ 30 bilhões por ano em investimento direto precisa de grau de investimento para o quê?
Parece infinita a capacidade de produção de besteirol pelos economistas-financistas – uma turma de quinta categoria formada em escolas de primeira.
O mais lamentável é que tem gente metida a sabida que ainda leva isso a sério. Tenha dó!
enviada por José Paulo Kupfer
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terça-feira, janeiro 08, 2008
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2 comentários:
Meu pai era economista, um dos primeiros professores da primeira Faculdade de Economia fundada no Rio, da qual se aposentou como diretor. E já velhinho me dizia que havia dedicado sua vida a uma ciência inútil.
nenhuma ciência é inútil Baronesa. O uso que se faz dela é que a faz de maior ou menor utilidade.
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