SONETO DE DEVOÇÃO
Essa mulher que se arremesa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem
dei os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela
Essa mulher é um mundo! - uma cadela.
Talvez … - mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela.
2 comentários:
Quando o assunto é Vinícius, difícil é escolher qual poema relembrar.
..."tão linda que só espalha sofrimento, tão cheia de pudor que vive nua"...não resisti!
bjs, Marcia L
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