segunda-feira, fevereiro 07, 2005

ILUSÕES DO AMANHÃ

reenvio

Por que eu vivo procurando
Um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?

Procuro em todas, mas todas não são você
Eu quero apenas viver
Se não for para mim que seja pra você.

Mas às vezes você parece me ignorar
Sem nem ao menos me olhar
Me machucando pra valer.

Atrás dos meus sonhos eu vou correr
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.

Se a vida dá presente pra cada um
O meu, cadê?

Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.

Quando estou só, preso na minha solidão
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.

Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho
Na procura de te esquecer

Eu fiz brotar a flor
Para carregar junto ao peito
E crer que esse mundo ainda tem jeito

E como príncipe sonhador
Sou um tolo que acredita ainda no amor.

PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)

Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade, de excepcional.
Excepcional é a sua sensibilidade!
Ele tem 28 anos, com idade mental de 15 e peço que divulguem para prestigiá-lo.
Se uma pessoa assim acredita tanto porque as que se dizem normais não acreditam?
(postado por Cristina no Orkut)

6 comentários:

Adriana Vianna disse...

''Se a vida dá presente pra cada um
O meu, cadê?''


É tão interessante saber quem escreveu o texto. Lembrei da minha turma de alunos excepcionais para os quais lecionava o primário... Sim, eles são muiiiito especiais. Não tenham dúvida disso.
Este moço recebeu um presente da vida, a poesia e o sonho:

"Eu fiz brotar a flor
Para carregar junto ao peito
E crer que esse mundo ainda tem jeito".


Obrigada Cesar, bjs.

Sonia SantAnna disse...

Ele já ganhou seu presente: sensibilidade.

Litchi X disse...

Sem querer ser " do contra " , mas já o sendo , será que neste caso tamanha sensibilidade é bom ?

Impressionante , impactante , emocionante .

Beijo , amigo .

Adriana Vianna disse...


A questão é: sensibilidade, percepção é opcional? Acredito que ele não escolhe ser ou não ser. É ou não é. Quanto a ser bom, penso que sim, no caso dele, traz à tona o que a maioria que tem preconceito talvez não queira ouvir...

Sabrina C. disse...

Ás vezes(só?) a capacidade de compreender certas coisas está intimamente ligada ao coração, e não à mente das pessoas. Talvez por isso as crianças, intelectualmente inferiores a tantos adultos, sejam, de fato, muito mais sábias que tantos deles - ou de nós. Independente do autor ser considerado deficiente, ele demosntrou q não é/está inapto a amar, sentir, sofrer e perceber isso em si mesmo e fora dele. Parabéns a ele e a todos os capazes de se expressar tão bem!;^)

Eliane Accioly disse...

Muito lindo,Cesar!
Vou levar pra minha escola e mostrar para meus alunos que são especiais!
beijos